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Requisitos de Dados do EUDR para Exportadores para a UE

September 9, 2026
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Atualizado October 5, 2026
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Os compradores da UE exigem dados de geolocalização, rastreabilidade e avaliação de riscos para comprovar a conformidade com o EUDR. Saiba como estruturar evidências prontas para apresentar aos compradores.

Os compradores europeus estão solicitando aos exportadores dados de geolocalização das áreas de produção e informações de rastreabilidade antes de confirmar os pedidos. Quando o exportador não consegue fornecer esses dados, o comprador não consegue apresentar a declaração exigida para a remessa — e o pedido não é concluído. 

O que é o EUDR e quando ele se aplica 

O Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) exige que as empresas que colocam determinadas commodities no mercado da UE ou as exportam a partir da UE comprovem que seus produtos não estão associados ao desmatamento. 

A partir de 30 de dezembro de 2026, essa obrigação passará a se aplicar a operadores e comerciantes de médio e grande porte. A maioria das micro e pequenas empresas terá até 30 de junho de 2027 para cumprir as exigências. 

O regulamento abrange café, cacau, soja, produtos derivados de bovinos, madeira, óleo de palma, borracha e seus derivados. 

Antes de colocar um produto abrangido pelo regulamento no mercado, a empresa responsável deverá apresentar uma Declaração de Devida Diligência (DDS), atestando: 

  • onde a commodity foi produzida, por meio das coordenadas geográficas das áreas de produção; 
  • que a área não foi objeto de desmatamento após 31 de dezembro de 2020; 
  • que a produção está em conformidade com a legislação vigente no país de origem; 
  • que quaisquer riscos remanescentes foram avaliados e, quando necessário, mitigados. 

O cumprimento dessas exigências depende de informações que estão sob sua responsabilidade como exportador — e não necessariamente nas mãos do seu comprador na UE. 

Seus dados são essenciais para a conformidade do seu comprador 

Nas relações de exportação, o comprador europeu é a parte legalmente responsável. É ele quem apresenta a declaração e responde perante a autoridade competente. Mas ele não consegue fazer isso sem você. As coordenadas dos talhões, os registros de colheita e a ligação entre um contêiner e uma fazenda específica estão do seu lado da cadeia de suprimentos, não no sistema dele. 

É por isso que os pedidos dos compradores mudaram. O que antes era um questionário anual de sustentabilidade virou uma solicitação de dados por embarque, porque os compradores precisam desse nível de detalhe para cumprir suas obrigações sob o EUDR. Normalmente, eles vão pedir: 

  • Geolocalização de cada talhão envolvido no embarque 
  • Rastreabilidade que ligue cada lote a esses talhões 
  • Informações de legalidade e risco de desmatamento para a própria análise de risco 

Com o avanço do acordo UE-Mercosul, mais produtos latino-americanos vão entrar na Europa, e cada vez mais deles vão precisar de um pacote completo de conformidade. 

Isso cria uma vantagem competitiva antes mesmo de o regulamento entrar em vigor. Exportadores capazes de fornecer dados limpos e estruturados se tornam parceiros mais fáceis de comprar — enquanto os que não conseguem podem perder pedidos bem antes de a fiscalização começar. 

Os quatro pilares da prontidão para o EUDR entre exportadores latino-americanos 

Estar pronto para o EUDR significa conseguir entregar ao seu comprador europeu quatro coisas para cada embarque: geolocalização, rastreabilidade, informação de risco e evidências. Esses quatro pontos correspondem exatamente ao que o comprador precisa fazer antes de concluir sua due diligence: reunir informações, avaliar o risco e mitigar tudo que não for considerado negligível. E boa parte dessa evidência vem do seu lado da cadeia. 

1. Geolocalização

O comprador precisa saber a localização exata de cada talhão onde o produto foi cultivado. Região, cooperativa ou porto de saída não bastam. 

  • Coordenadas em latitude e longitude, com no mínimo seis casas decimais 
  • Talhões com mais de 4 hectares precisam de um polígono delimitando a área 
  • Talhões de até 4 hectares podem usar um único ponto, embora o polígono seja fortemente recomendado 
  • No caso de gado, é necessário registrar um ponto para cada propriedade por onde o animal passou, ao longo de toda a sua vida 
  • A data ou o período de produção de cada talhão 

Tudo isso é enviado ao Sistema de Informação da UE no formato GeoJSON. 

2. Rastreabilidade 

De nada adianta ter a geolocalização se não for possível ligar cada embarque aos talhões de origem. 

  • Cada lote precisa estar vinculado ao(s) talhão(ões) de origem 
  • Quando um produto vem de vários talhões, todos devem ser listados 
  • Esse vínculo precisa se manter durante toda a cadeia — na consolidação, no processamento e na exportação 

3. Informação de risco 

O comprador precisa concluir que o risco de não conformidade é negligível, e isso não dá para fazer só com a geolocalização. Ele precisa verificar dois pontos fundamentais: 

1. Status livre de desmatamento: a terra não foi desmatada após 31 de dezembro de 2020 e, no caso de madeira, a floresta não sofreu degradação. 

2. Produção legal: o produto foi obtido em conformidade com as leis do país de origem, o que inclui:  

  • Direitos de uso e posse da terra 
  • Proteção ambiental 
  • Normas florestais, quando aplicável à colheita 
  • Direitos de terceiros, incluindo direitos indígenas e consentimento livre, prévio e informado 
  • Direitos trabalhistas e direitos humanos reconhecidos internacionalmente 
  • Regras fiscais, anticorrupção, comerciais e aduaneiras 

4. Evidências e documentação 

Ter a informação não é a mesma coisa que conseguir comprová-la. 

  • Os registros precisam estar organizados, acessíveis e guardados por pelo menos cinco anos 
  • A documentação precisa estar disponível para as autoridades competentes quando solicitada 
  • O histórico precisa mostrar não só a conclusão, mas o caminho percorrido até ela 

Uma garantia informal não é suficiente. Uma declaração assinada pelo fornecedor afirmando que não houve desmatamento não comprova, por si só, que a produção foi livre de desmatamento — ela apenas registra que o fornecedor fez essa afirmação. 

Veja na prática o que significa estar pronto para o EUDR sendo um exportador latino-americano. 

 

Desafios operacionais na conformidade com o EUDR para exportadores 

As exigências são claras. A dificuldade está na execução, e na América Latina ela se concentra em quatro frentes principais. 

  • Gestão de dados complexa e trabalhosa: reunir informações de centenas ou milhares de produtores e fornecedores é, na maioria dos casos, um processo manual — e um processo manual nessa escala é lento e sujeito a erros. O fato de os dados chegarem em formatos diferentes, vindos de equipes de campo e cooperativas distintas, só aumenta o trabalho. 
  • Falta de rastreabilidade automatizada: muitas vezes não existe um processo centralizado e claro para acompanhar produtos e informações ao longo da cadeia. Café e cacau são reunidos em cooperativas e usinas de beneficiamento; soja e madeira normalmente passam por traders, esmagadoras ou processadoras antes da exportação. Em cada um desses pontos, material de origens diferentes é misturado — e o vínculo com o talhão de origem precisa ser registrado antes dessa mistura acontecer. 
  • Capacidade limitada de mitigação de risco: muitos exportadores não têm estrutura, ferramentas ou recursos para gerenciar e mitigar riscos assim que eles são identificados — principalmente quando o problema está com um pequeno produtor vários elos acima na cadeia. 
  • Responsabilidade única pelas evidências de risco: como é quem mais conhece os produtos, as lavouras, os produtores e os talhões, o exportador costuma ser o único capaz de fornecer as evidências que o comprador precisa para avaliar e mitigar riscos — com pouca margem para dividir essa tarefa com outra parte. 

Um roteiro de cinco passos para a conformidade com o EUDR 

Muitos exportadores já respondem a pedidos de conformidade de clientes europeus. O que muda com o EUDR é o volume e a frequência desses pedidos — não a dificuldade em si. 

Como a declaração de due diligence é apresentada por embarque, a mesma informação de base acaba sendo solicitada repetidamente: por cada comprador, para cada carregamento, cobrindo cada talhão envolvido. Para um exportador que trabalha com centenas de fazendas e vários compradores europeus, isso pode significar milhares dessas trocas em uma única safra. 

Na maioria dos casos, isso é uma questão de como o processo é organizado: os dados acabam armazenados como documentos isolados, em vez de como um conjunto de informações interligadas. 

Os cinco passos abaixo seguem a ordem em que os dados são gerados. Cada etapa depende da precisão da anterior.  

Passo 1. Coletar e validar dados de geolocalização

Vincule cada lote aos talhões de onde ele veio, e mantenha esse vínculo durante toda a consolidação, o processamento e a exportação.

→ Cada talhão passa a ter uma geometria validada, um fornecedor associado e um período de produção. A validação acontece no momento da coleta, com checagem de geometria, de sobreposição e comparação com os dados de cobertura florestal de 2020. Corrigir um erro nessa fase é simples; corrigir depois que o comprador já questionou um embarque, geralmente significa voltar a campo. 

Passo 2. Construir a rastreabilidade do produto até a origem

Ligue cada lote às parcelas de onde provém e mantenha essa ligação ao longo da agregação, do processamento e da exportação. 

→ A origem é registrada na entrada do produto e acompanha o material daí em diante. Como o balanço de massa não é permitido pelo EUDR, o produto destinado à UE precisa ficar fisicamente separado de material de origem não verificada — e essa separação precisa ser documentada no momento em que ocorre. 

Passo 3. Avaliar o risco de desmatamento e de ilegalidade

Determine, para cada parcela, se a terra foi desflorestada após 31 de dezembro de 2020 e se a Determine, para cada talhão, se a terra foi desmatada após 31 de dezembro de 2020 e se a produção seguiu as leis do país de origem. 

→ Cada talhão passa a ter um status atual de desmatamento e de legalidade, atualizado periodicamente. Fazer essa triagem antes de o comprador pedir dá tempo para resolver problemas antes de os volumes já estarem comprometidos. 

Passo 4. Documentar as medidas de mitigação

Quando o risco não for negligível, é preciso agir para reduzi-lo e registrar o que foi feito. Sem isso, o comprador não consegue apresentar a declaração de due diligence. 

Medidas comuns incluem pedidos de informações adicionais, auditorias independentes, visitas de verificação a fornecedores, novas checagens por satélite e capacitação de fornecedores. 

→ Cada talhão sinalizado passa a ter um histórico documentado: o problema identificado, as medidas tomadas, o resultado, quem aprovou e quando. Isso permite que o comprador ou a autoridade acompanhem não só a conclusão, mas todo o raciocínio por trás dela. 

Passo 5. Compartilhar evidências prontas para o comprador

Entregue ao seu comprador as informações de que ele precisa, em um formato que ele possa usar diretamente. 

→ Um único conjunto de evidências atualizado, reunindo geometria dos talhões, status de risco, documentação de legalidade e histórico de mitigação, disponível por um canal controlado. O comprador acessa o que precisa para cada declaração sem ter que fazer um pedido novo a cada vez. 

Os cinco passos, em sequência: dados geoespaciais → rastreabilidade → avaliação de risco → evidências de mitigação → pacote pronto para o comprador. 

Quer conferir cada etapa em detalhe? O checklist de prontidão para o EUDR da osapiens, feito para exportadores latino-americanos, mostra o que verificar em cada fase.

Construindo um processo pronto para o EUDR com a osapiens 

O que diferencia um processo replicável de um projeto que se repete a cada vez é onde os dados moram. Se os registros de talhões, os resultados de risco e os documentos de legalidade estão reunidos em um único conjunto atualizado, cada pedido do comprador é atendido a partir da mesma fonte. Se são montados a cada solicitação, o trabalho se repete do zero todas as vezes. 

Mais de 1.000 empresas europeias já rodam sua conformidade com o EUDR na osapiens HUB — e é bem provável que o seu comprador seja uma delas. Para a maioria dos produtores, o caminho mais prático é usar um sistema que já resolve o modelo de dados, a análise por satélite e a coleta junto aos fornecedores: 

  • Você envia seus dados geoespaciais já existentes, em qualquer formato, ou cria os dados diretamente na osapiens HUB. Se o seu comprador já tiver acesso a esses dados por outra fonte, ele consegue integrá-los sem precisar de nada adicional da sua parte. 
  • Produtos e lotes são vinculados aos talhões de origem, com dados importados via API, planilhas Excel ou integração com um sistema ERP já existente. 
  • Cada talhão é avaliado automaticamente quanto ao desmatamento, por análise de satélite, com a legalidade avaliada separadamente a partir de fontes específicas do país e da região — gerando uma pontuação de risco geral com base em limites que você mesmo configura. 
  • Talhões sinalizados disparam um fluxo de remediação gerenciado dentro do portal, com cada ação registrada. 
  • Um relatório de conformidade verificado é enviado ao seu comprador, ou a outros parceiros da sua rede de conformidade, entregando os dados geoespaciais, a avaliação de risco e o status de conformidade que eles precisam para a própria declaração de due diligence no TRACES. 
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O portal do fornecedor e o suporte estão disponíveis em 29 idiomas, incluindo espanhol e português. 

O que fazer antes de 30 de dezembro de 2026 

  • Entenda como isso afeta o seu negócio: confirme quais dos seus produtos entram no escopo pelo código NCM/CN e qual prazo se aplica a cada um dos seus clientes na UE. O Anexo I foi alterado em julho de 2026, então vale conferir a versão mais recente. 
  • Converse com seus clientes desde já: os formatos e as expectativas ainda estão se definindo. Perguntar ao comprador o que ele vai precisar, antes de ele pedir, evita retrabalho e te dá voz ativa sobre como os dados serão trocados. 
  • Colete os dados necessários com antecedência: geolocalização dos talhões, datas de produção, registros de fornecedores e documentação de legalidade, reunidos em um único padrão interno, e não em conjuntos separados para cada comprador. Coletar isso com antecedência também significa encontrar lacunas enquanto ainda dá tempo de resolvê-las, em vez de descobri-las no meio de um embarque. 
  • Faça as avaliações de risco com antecedência: analisar seus talhões quanto a desmatamento e legalidade antes de o comprador pedir dá tempo de resolver eventuais problemas, em vez de descobri-los quando os volumes já estão comprometidos. 
  • Construa um sistema que te destaque: um processo replicável, que funcione para qualquer comprador e qualquer embarque, é muito mais sustentável do que tratar cada pedido individualmente — e torna você um fornecedor mais fácil de se trabalhar. 
  • Feito da forma certa, esse trabalho serve para todos os seus clientes europeus de uma só vez, não um por um. 

Conheça o LATAM EUDR compliance software e veja como a osapiens HUB ajuda exportadores a transformar dados de talhões em evidências prontas para o comprador, desde a primeira fazenda.